domingo, 10 de abril de 2011


“Janela do céu”

Francisco Theisen

O luar clareia o chão da noite como se dia fosse.

O redondo satélite da Terra brilha como uma bola de prata, um brinco pendurado na tela de estrelas que parece segura-lo. Neste cenário de vida intensa o perfume da Dama da noite chega a entorpecer.

E ele se vai!!! Lançando seu olhar ao infinito a procura dos olhos castanhos que lhe encantam mesmo que apenas na memória... E recorda... E vem saudade dos tempos felizes em que se via naqueles olhos e pouco podia com seu impulso, e com seu desejo.

Valendo-se da intensa luminosidade procura na cidade os caminhos para chegar ao lugar que guarda o sorriso e o corpo encantado que o seduz mesmo que na distancia dos tempos.

Ah!!! Quisera eu ser o poeta desse amor... O homem de Passo Libre alcançando o seu desejo.

Ah!!! Quisera eu que fosses tu a musa de meu poema, assim seria o conto real testemunhado em todos os invernos pela lua prateada, debruçada na janela do céu.

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