segunda-feira, 4 de abril de 2011


“A historia de Big Mike !!! ou Michael Oher.”

Um sonho possível.

Francisco Theisen

Faz alguns dias tive grande satisfação de conhecer uma história de sucesso, proporcionada por uma ação fundamental da esposa de uma abastada família. Uma mulher repleta de bens materiais, iluminada pela chama da caridade verdadeira, reluziu com o brilho que faltava à sua existência e proporcionou uma oportunidade única a um jovem negro norte americano da Cidade de Memphis.

A vida de Big Mike, ou melhor, Michael Oher tornou-se cinematográfica e ganhou as salas de cinema pelo mundo.

Michael, ( vivido por Quinton Aaron ) um dos vários filhos de uma mãe desnorteada foi caminhando seus dias sofridamente até o seu encontro com a Sra.Leigh Anne ( personagem de Sandra Bullock ).

Quem teve a oportunidade de assistir ao filme, sabe da beleza dessa historia. Para quem ainda não viu não serei aqui um estraga prazeres apenas relato agora uma das cenas que mais me sensibilizaram.

Passado algum tempo de acolhida na belíssima residência localizada no lado nobre de Memphis o jovem Oher mostrou o quanto dava importância aos momentos em que a família se reunia. Numa seqüência tocante aos olhos de sensibilidade ele numa ação espontânea indicou o caminho esquecido por aquelas pessoas.

Nós, assim como eles somos lamentavelmente comandados por um relógio que positivamente não gosta de coisas como harmonia e confraternização familiar. O tempo passou a ser mais importante do que a vida por mais absurdo que possa parecer.

Como já abordei em outras oportunidades, nós nos deixamos escravizar por horários loucos e compromissos chatos em lugares que não desejamos estar para justificar o patrimônio, o status social e o crescimento profissional, esquecendo que o tempo não é dinheiro como dizem. A vida sem tempo é que passa a ser uma miséria só percebida quando a pobreza vivencial já nos tornou ricos de bens e miseráveis de vida.

Ao correr dos nossos dias, acostumou-se a família ao Self- Service caseiro onde se abastece o prato e se vai cada um ao seu lugar diante de sua TV ou PC, criando assim vários mundos dentro do mais importante deles que é o mundo familiar.

A historia de Michael Oher é muito maior do que uma película cinematográfica, nela ele fez de um silencio desconcertante o grito por uma oportunidade que ao chegar, foi inteiramente aproveitada se transformando em enorme exemplo sobre o ponto de vista humano, pois nos faz enxergar outra grande verdade; a de que o futuro da família ideal, avança alem da consangüinidade, ela se faz reunindo pessoas que se amam independentemente das diferenças externas que tenham seus membros.

Para mim a maior lição tirada deste filme verdadeiro, é a lição da caridade saída da proposta para uma ação concreta.

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